ESTA CASA TEM COMO FINALIDADE BÁSICA O ESTUDO E A DIVULGAÇÃO DA DOUTRINA DOS ESPÍRITOS NO SEU TRÍPLICE ASPECTO, FILOSOFIA, CIÊNCIA E RELIGIÃO. ENDEREÇO: AV SARGENTO DE MILICIAS, 1344. NA RUA DO CLUBE PAVUNENSE, FUNDOS, PAVUNA, RJ (TOQUE A CAMPAINHA) CARTAS FRATERNA: ORIENTAÇÃO ATRAVÉS DA PSICOGRAFIA. TODOS OS SÁBADOS AS 18 HORAS.
JESUS DE NAZARÉ GUIA E MODELO DA HUMANIDADE.
O EVANGELHO É O NOSSO REMEDIO A FÉ É A NOSSA CURA.
O evangelho não improvisa heróis e nem relega aos anjos tarefas que devem estar em nossas mãos.
O momento é de prova? Ergue-te e aceita a vida.
domingo, 30 de dezembro de 2007
PENSAMENTOS DE ALLAN KARDEC
dos Espíritos, aos quais não se os pode nem queimar, nem prender. Ele
repousa na crença individual e não nas sociedades, que de nenhum
modo são necessárias.
Se viessem a destruir todos os livros espíritas, os Espíritos os ditariam
de novo.
Em resumo, o Espiritismo é hoje um fato consumado; ele conquistou
seu lugar na opinião pública e entre as doutrinas filosóficas. É preciso,
pois, que aqueles aos quais não convém, disponham-se a vê-lo ao seu
lado, ficando perfeitamente livres para não aceitá-lo.
O Espiritismo responde que
ele não se impõe a ninguém e não vem forçar nenhuma convicção.
A liberdade de consciência é uma conseqüência da liberdade de pensar,
que é um dos atributos do homem; o Espiritismo estaria em contradição
com seus princípios de caridade e de tolerância, se ele não a respeitasse.
O Espiritismo não se impõe porque, como eu o disse, ele respeita a
liberdade de consciência e sabe que toda crença imposta é superficial e
não dá senão as aparências da fé, mas não a fé sincera. Ele expõe seus
princípios aos olhos de todos, de maneira a que cada um possa formar
sua opinião com conhecimento de causa. Aqueles que o aceitam, padres
ou laicos, o fazem livremente e porque os acham racionais; mas não nos
zangamos de nenhum modo com aqueles que não são da nossa opinião.
A crença na vida futura, mostrando a perpetuidade das relações entre
os homens, estabelece entre eles uma solidariedade que não termina no
túmulo; ela muda, assim, o curso das idéias. Se essa crença fosse
apenas um espantalho, seria temporária; mas como sua realidade é um
fato adquirido pela experiência, ela está no dever de a propagar e de
combater a crença contrária, no interesse mesmo da ordem social. É
isso o que faz o Espiritismo, e com sucesso, porque dá as provas, e
porque, em definitivo, o homem prefere ter a certeza de viver feliz em
um mundo melhor, como compensação às misérias deste mundo, do
que crer estar morto para sempre.
O Espiritismo está fundado sobre a existência de um mundo invisível,
formado de seres incorpóreos que povoam o espaço, e que não são
outros senão as almas daqueles que viveram sobre a Terra, ou em
outros globos, onde deixaram seu envoltório material. São a esses seres
que damos o nome de Espíritos. Eles nos rodeiam permanentemente,
exercendo sobre os homens, com o seu desconhecimento, uma grande
influência; eles desempenham um papel muito ativo no mundo moral, e,
até um certo ponto, no mundo físico.
O Espiritismo, melhor observado depois que se vulgarizou, veio lançar
luz sobre uma multidão de questões até aqui insolúveis ou mal
compreendidas. Seu verdadeiro caráter, pois, é o de uma ciência, e não
de uma religião; e a prova disso é que conta entre seus adeptos homens
de todas as crenças, que não renunciaram por isso às suas convicções:
católicos fervorosos que não praticam menos todos os deveres de seu
culto, quando não são repelidos pela Igreja, protestantes de todas as
seitas, israelitas, muçulmanos, e até budistas e brâmanes. Ele repousa,
pois, sobre princípios independentes de toda questão dogmática.
O Espiritismo não admite os demônios no sentido vulgar da
palavra, mas admite os maus Espíritos que não valem melhor e que
fazem igualmente o mal, suscitando maus pensamentos; somente ele
diz que esses não são seres à parte, criados para o mal e
perpetuamente devotados ao mal, espécie de párias da criação e
carrascos do gênero humano; são seres atrasados, ainda imperfeitos,
mas aos quais Deus reserva o futuro.
A pluralidade das existências, segundo o Espiritismo, difere
essencialmente da metempsicose, no sentido de que não admite a
encarnação da alma nos animais, mesmo como punição. Os Espíritos
ensinam que a alma não retrograda, mas que progride sem cessar. Suas
diferentes existências corporais se realizam na Humanidade; cada
existência é para ela um passo adiante na senda do progresso
intelectual e moral, o que é bem diferente.
A palavra espiritualista, desde muito tempo, tem uma significação
bem definida; é a Academia que no-la dá: ESPIRITUALISTA é aquele ou
aquela cuja doutrina é oposta ao materialismo. Todas as religiões,
necessariamente, estão baseadas no Espiritualismo. Quem crê haver em
nós outra coisa além da matéria, é espiritualista, o que não implica na
crença nos Espíritos e nas suas manifestações.
Os Espíritos sérios não vêm senão nas reuniões sérias, onde são
chamados com recolhimento e por motivos sérios. Eles não se prestam
a nenhuma questão de curiosidade, de prova, ou tendo um objetivo fútil,
nem a nenhuma experiência.
Os Espíritos levianos vão por toda parte; mas nas reuniões sérias se
calam e se afastam para escutar, como o faria um escolar em uma
douta assembléia. Nas reuniões frívolas eles se divertem, distraem-se
com tudo e, freqüentemente, zombam dos assistentes, e respondem a
todos sem se inquietarem com a verdade.
Naquele que não quer se dar ao trabalho de estudar, há mais de
curiosidade que desejo real de se instruir. Ora, os Espíritos não gostam
mais de curiosos que eu próprio. Aliás, a cupidez lhes é, sobretudo,
antipática, e eles não se prestam a nada que possa satisfazê-la. Seria
preciso ter deles uma idéia bem errada para crer que os Espíritos
superiores, como Fénelon, Bossuet, Pascal, Santo Agostinho, por
exemplo, se colocassem às ordens do primeiro que os solicitasse, a
tanto por hora. Não, senhor, as comunicações de além-túmulo são uma
coisa muito grave, e exigem muito respeito, para servirem de exibição.
Quanto aos Espíritos
esclarecidos, eles nos ensinam muito, mas no limites das coisas
possíveis, não precisando perguntar-lhes o que eles não podem, ou não
devem, nos revelar. É preciso contentar-se com aquilo que nos dizem,
pois, ir além é expor-se às mistificações dos Espíritos levianos, sempre
prontos para responderem a tudo. A experiência nos ensina a discernir o
grau de confiança que lhes podemos dar.
Se a religião corresse um perigo qualquer, seria necessário atribuí-lo àqueles
que dela dão uma falsa idéia, transformando-a numa arena das paixões
humanas, e que a exploram em proveito da sua ambição.
LIVRO: O QUE É O ESPIRITISMO -- ALLAN KARDEC.
DE CORAÇÃO PURO
Espíritos levianos, em todas as ocasiões, deram preferência às interpretações
maliciosas dos textos sagrados.
O "amai-vos uns aos outros" não escapou ao sistema depreciativo. A esfera
superior, entretanto, sempre observa a ironia à conta de ignorância ou infantilidade
espiritual das criaturas humanas.
A sublime exortação constitui poderosa síntese das teorias de fraternidade.
O entendimento e a aplicação do "amai-vos" é a meta luminosa das lutas na Terra.
E a quantos experimentam dificuldade para interpretar a recomendação divina temos o
providencial apontamento de Pedro, quando se reporta ao coração puro.
Conhecem os homens alguns raios do amor que não passam de réstias fugidias, a
luzirem através das muralhas dos interesses egoísticos, porque a maioria das
aproximações de criaturas, na Crosta da Terra, inspiram-se em móveis obscuros e
mesquinhos, no terreno dos prazeres fáceis ou das associações que se dirigem para o
lucro imediatista.
O amor a que se refere o Evangelho é antes a divina disposição de servir com
alegria, na execução da Vontade do Pai, em qualquer região onde permaneçamos.
Muita gente afirma que ama, contudo, logo que surjam circunstâncias contra os
seus caprichos, passa a detestar.
Gestos que aparentavam dedicação convertem-se em atitudes do interesse
inferior.
Relativamente ao assunto, porém, o apóstolo fornece a nota dominante da lição.
Amemo-nos uns aos outros, ardentemente, mas guardemos o coração elevado e puro.
Emmanuel ( Espirito) do livro vinha de luz lição 90
GUARDEMOS O ENSINO
"Ponde vós estas palavras em vossos ouvidos." - Jesus. (LUCAS, 9:44.)
Muitos escutam a palavra do Cristo, entretanto, muito poucos são os que colocam
a lição nos ouvidos.
Não se trata de registrar meros vocábulos e sim fixar apontamentos que devem
palpitar no livro do coração.
Não se reportava Jesus à letra morta, mas ao verbo criador.
Os círculos doutrinários do Cristianismo estão repletos de aprendizes que não
sabem atender a esse apelo. Comparecem às atividades espirituais, sintonizando a mente
com todas as inquietações inferiores, menos com o Espírito do Cristo. Dobram joelhos,
repetem fórmulas verbalistas, concentram-se em si mesmos, todavia, no fundo, atuam em
esfera distante do serviço justo.
A maioria não pretende ouvir o Senhor e, sim, falar ao Senhor, qual se Jesus
desempenhasse simples função de pajem subordinado aos caprichos de cada um.
São alunos que procuram subverter a ordem escolar.
Pronunciam longas orações, gritam protestos, alinhavam promessas que não
podem cumprir.
Não estimam ensinamentos. Formulam imposições.
E, à maneira de loucos, buscam agir em nome do Cristo.
Os resultados não se fazem esperar. O fracasso e a desilusão, a esterilidade e a
dor vão chegando devagarinho, acordando a alma dormente para as realidades eternas.
Não poucos se revoltam, desencantados ...
Não se queixem, contudo, senão de si mesmos.
"Ponde minhas palavras em vossos ouvidos", disse Jesus.
O próprio vento possui uma direção. Teria, pois, o Divino Mestre transmitido
alguma lição, ao acaso?
Emmanuel ( Espirito) Do Livro Vinha de Luz, lição 70
POLÍTICA DIVINA
"Eu, porém, entre vós, sou como aquele que serve." - Jesus. (LUCAS, 22:27.)
O discípulo sincero do Evangelho não necessita respirar o clima da política
administrativa do mundo para cumprir o ministério que lhe é cometido.
O Governador da Terra, entre nós, para atender aos objetivos da política do amor,
representou, antes de tudo, os interesses de Deus junto do coração humano, sem
necessidade de portarias e decretos, respeitáveis embora.
Administrou servindo, elevou os demais, humilhando a si mesmo.
Não vestiu o traje do sacerdote, nem a toga do magistrado.
Amou profundamente os semelhantes e, nessa tarefa sublime, testemunhou a sua
grandeza celestial.
Que seria das organizações cristãs, se o apostolado que lhes diz respeito
estivesse subordinado a reis e ministros, câmaras e parlamentos transitórios?
Se desejas penetrar, efetivamente, o templo da verdade e da fé viva, da paz e do
amor, com Jesus, não olvides as plataformas do Evangelho Redentor.
Ama a Deus sobre todas as coisas, com todo o teu coração e entendimento.
Ama o próximo como a ti mesmo.
Cessa o egoísmo da animalidade primitiva.
Faze o bem aos que te fazem mal.
Abençoa os que te perseguem e caluniam.
Ora pela paz dos que te ferem.
Bendize os que te contrariam o coração inclinado ao passado inferior.
Reparte as alegrias de teu espírito e os dons de tua vida com os menos
afortunados e mais pobres do caminho.
Dissipa as trevas, fazendo brilhar a tua luz.
Revela o amor que acalma as tempestades do ódio.
Mantém viva a chama da esperança, onde sopra o frio do desalento.
Levanta os caídos.
Sê a muleta benfeitora dos que se arrastam sob aleijões morais.
Combate a ignorância, acendendo lâmpadas de auxílio fraterno, sem golpes de
crítica e sem gritos de condenação.
Ama, compreende e perdoa sempre.
Dependerás, acaso, de decretos humanos para meter mãos à obra?
Lembra-te, meu amigo, de que os administradores do mundo são, na maioria das
vezes, veneráveis prepostos da Sabedoria Imortal, amparando os potenciais econômicos,
passageiros e perecíveis do mundo; todavia, não te esqueças das recomendações
traçadas no Código da Vida Eterna, na execução das quais devemos edificar o Reino
Divino, dentro de nós mesmos.
Emmanuel ( Espirito) Do Livro Vinha de Luz, lição 59
REFLEXÃO
Aprender a perdoar é muito mais proveitoso do que simplesmente tomar de uma pedra e arremessá-la contra o objetivo de sua ira.
Quanto maior a provação, maior a vantagem do perdão.
É quando padecemos os piores infortúnios que surgem as grandes oportunidades de se fazer o bem, a si e aos outros.
Dalai Lama
PENSAMENTO DO DALAI LAMA
(Dalai Lama)
sábado, 29 de dezembro de 2007
SER MÉDIUM
Abraçando a mediunidade, muitos companheiros na Terra adotam posição de absoluta expectativa, copiando a Inércia dos manequins.
Concentram-se mentalmente e aguardam, imóveis, nulificados, a manifestação dos Espíritos Superiores, esquecendo-se de que o verdadeiro servidor assume sempre a iniciativa da gentileza, na mais comezinha atividade doméstica.
Vejamos a lógica do cotidiano.
Um diretor de escritório não exigirá que o auxiliar se faça enciclopédia humana, a fim de receber-lhe a cooperação; mas solicita seja ele uma criatura ordeira e laboriosa, com a necessária experiência em assuntos de escrita.
Um médico não reclamará do enfermeiro uma certidão de grandeza moral para aceitar-lhe o concurso; no entanto, contará seja ele pessoa operosa e sensata, com a precisa dedicação aos doentes.
O proprietário de um ônibus não se servirá da atenção do farmacêutico, em sua oficina; mas procurará um motorista, que não apenas saiba manobrar o volante, mas que o ajude também a conservar o carro.
O farmacêutico, a seu turno, não se utilizará da atenção de um motorista, em sua casa, mas procurará um colaborador que não apenas saiba vender remédios, mas que o ajude também a aviar as receitas.
Cada trabalhador permanece em sua própria tarefa, embora a interdependência seja o regime da vida apontado a todos.
Ser médium é ser ajudante do Mundo Espiritual. E ser ajudante em determinado trabalho é ser alguém que auxilia espontaneamente, descansando a cabeça dos responsáveis.
Se não podes compreender isso, observa o avião, por mais simples seja ele. Tudo é amparo inteligente e ação maquinal no comboio aéreo. Torres de observação esclarecem-lhe a rota e vigorosos motores garantem-lhe a marcha.
Mas tudo pode falhar, se falharem o entendimento e a disciplina no aviador que está dentro dele.
EMMANUEL - LIVRO SEARA DOS MEDIUNS
PALAVRA
Quando te detenhas na apreciação da mediunidade falante, pensa na maravilha do verbo, recordando que todos somos médiuns da palavra.
A glote vocal pode ser comparada a harpa viva em cujas cordas a alma exprime todos os cambiantes do pensamento. E sendo o pensamento onda criadora a integrar-se com outras ondas de pensamento com as quais se harmoniza, a fala, de modo invariável, reflete o grupo moral a que pertencemos.
Veículo magnético, a palavra, dessa maneira, é sempre fator indutivo, na origem de toda realização.
Com ela, propagamos as boas obras, acendemos a esperança, fortalecemos a fé, sustentamos a paz, alimentamos o vicio ou nutrimos a delinqüência. E isso acontece, porque, em verdade, nunca falamos sozinhos, mas sempre retratamos as influências da sombra ou da luz que nos circulam no âmbito mental.
Toda vez que ensinamos ou conversamos, nossa boca assemelha-se a um alto-falante, em conexão com o emissor da memória, projetando na direção dos outros não apenas a resultante de nossas leituras ou de nossos conhecimentos, mas igualmente as idéias e sugestões que nos são desfechadas pelas criaturas encarnadas ou desencarnadas com as quais estejamos em sintonia.
Não menosprezes, portanto, o dom de falar que nos facilita a comunhão com os outros seres.
Guarda-o na luz do respeito e da justiça, da bondade e do entendimento, sem olvidar que atitude é alavanca invisível de ligação.
Através de nossos conceitos orais, o pessimismo é porta aberta ao desânimo, o sarcasmo é corredor rasgado para a invasão do descrédito, a cólera é gatilho à violência, o azedume é clima da enfermidade e a irritação é fermento à loucura.
Desse modo, ainda que trevas e espinheiros se alonguem junto de ti, governa a própria emoção, e pronuncia a palavra que instrua ou console, ajude ou santifique. Mesmo que a provocação do mal te instigue à desordem, compelindo-te a condenar ou ferir, abençoa a vida, onde estiveres.
A palavra vibra no alicerce de todos os males e de todos os bens do mundo.
Falando, o professor alça a mente dos aprendizes às culminâncias da educação, e, falando, o malfeitor arroja os companheiros para o fojo do crime.
Sócrates falou e a visão filosófica foi alterada.
Jesus falou e o Evangelho surgiu.
O verbo é plasma da Inteligência, fio da inspiração, óleo do trabalho e base da escritura.
Todos somos medianeiros daqueles que admiramos e daqueles que ouvimos.
Aprendamos, assim, a calar toda frase que malsine ou destrua, porque, conforme a Lei do Bem promulgada por Deus, toda palavra que obscureça ou enodoe é moeda falsa no tesouro do coração.
EMMANUEL - LIVRO SEARA DOS MEDIUNS
NA MEDIUNIDADE
Não é a mediunidade que te distingue.
É aquilo que fazes dela.
A ação do Instrumento varia conforme a atitude do servidor.
A produção revela o operário.
A pena mostra a alma de quem escreve.
O patrimônio caminha no rumo que o mordomo dirige.
O lavrador tem a enxada, entretanto...
Se preguiçoso, cede asilo à ferrugem.
Se delinqüente, empresta-lhe o corte à sugestão do crime.
Se prestativo e diligente, ergue, ditoso, o berço de flor e pão.
O legislador guarda o poder; contudo, através dele...
Se irresponsável, estimula a desordem.
Se desonesto, incentiva a pilhagem.
Se consciente e abnegado, é fundamento vivo à cultura e ao progresso.
O artista dispõe de mais amplos recursos da Inteligência; todavia, com eles...
Se desequilibrado, favorece a loucura.
Se corrompido, estende a viciação.
Se enobrecido e generoso, surgirá sempre como esteio à, virtude.
Urge reconhecer, no entanto, que acerca das qualidades e possibilidades do lavrador, do legislador e do artista, na concessão do mandato que lhes é confiado, apenas à Lei Divina realmente cabe julgar.
Todos nós, porém, de imediato, conseguimos classificar-lhes a influência pelos males ou bens que espalhem.
Assim também na mediunidade.
Seja qual for o talento que te enriquece, busca primeiro o bem, na convicção de que o bem, a favor do próximo, é o bem irrepreensível que podemos fazer.
Desse modo, ainda mesmo te sintas imperfeito e desajustado, infeliz ou doente, utiliza a força medianímica de que a vida te envolve, ajudando e educando, amparando e servindo, no auxilio aos semelhantes, porque o bem que fizeres retornará dos outros ao teu próprio caminho, como bênção de Deus a brilhar sobre ti.
EMMANUEL - LIVRO SEARA DOS MEDIUNS
HÁ ESPÍRITOS?
primária a ignorância acerca da verdadeira natureza deles. Geralmente, são figurados
como seres à parte na criação e de cuja existência não está demonstrada a necessidade.
Muitas pessoas, mais ou menos como as que só conhecem a História pelos romances,
apenas os conhecem através dos contos fantásticos com que foram acalentadas em
criança.
Sem indagarem se tais contos, despojados dos acessórios ridículos, encerram
algum fundo de verdade, essas pessoas unicamente se impressionam com o lado absurdo
que eles revelam. Sem se darem ao trabalho de tirar a casca amarga, para achar a
amêndoa, rejeitam o todo
como fazem, relativamente à religião, os que, chocados por certos abusos, tudo
englobam numa só condenação.
Seja qual for a idéia que dos Espíritos se faça, a crença neles necessariamente se
funda na existência de um princípio inteligente fora da matéria. Essa crença é
incompatível com a negação absoluta deste princípio. Tomamos, conseguintemente, por
ponto de partida, a existência, a sobrevivência e a individualidade da alma, existência,
sobrevivência e individualidade que têm no Espiritualismo a sua demonstração teórica e
dogmática e, no Espiritismo, a demonstração positiva. Abstraiamos, por um momento,
das manifestações propriamente ditas e, raciocinando por indução, vejamos a que
conseqüências chegaremos.
LIVRO DOS MEDIÚNS, CAP. I
FAMILIA
TEMA 01: FAMÍLIA
Oi, Pessoal, espero que tudo em paz e luz com e pra vcs:)
Optamos para dar início aos nossos estudos, o tema Família.
Abrangente não é? Muitos poderão falar:_ Ah! Mas isto todos nós sabemos o que é, qual a missão, etc e tal...
Será que realmente sabemos sua organização, sua finalidade, seu objetivo, sua missão? Ou simplesmente nos deixamos levar pelas conceituações existentes , formalizadas e cristalizadas? Sem pararmos para realmente refletirmos na importância da família dentro de um contexto maior?
Joanna de Ângelis traz como um dos conceitos de família o ser "Grupamento de raça, da caracteres e gêneros semelhantes, resultado de agregações afins, a família, genericamente, representa o clã social ou de sintonia por identidade que reúne espécimes dentro da mesma classificação. Juridicamente, porém, a família se deriva da união de dois seres que se elegem para uma vida em comum, através de um contrato, dando origem à genitura da mesma espécie. Pequena república fundamental para o equilíbrio da grande república humana representada pela nação.".
Ainda Joanna diz ser a família "grupo de espíritos normalmente necessitados, desajustados, em compromisso inadiável para a reparação, graças à contingência reencarnatória. Assim, famílias espirituais frequentemente se reúnem na Terra em domicílios físicos diferentes, para as realizações nobilitantes com que sempre se viram a braços os construtores do Mundo. Retornam no mesmo grupo consanguíneo o espíritos afins, a cuja oportunidade às vezes preferem renunciar, de modo a concederem aos desafetos e rebeldes do passado o ensejo da necessária evolução, da qual fruirão após as renúncias às demoradas uniões no Mundo Espiritual..."
O Livro dos Espíritos, na questão 695, nos diz: "Será contrário à Lei da Natureza o casamento, isto é, a união permanente de dois seres? Resp.: É um progresso na marcha da Humanidade"
Em O Evangelho Segundo o Espiritismo , no item 8 do capítulo XIV, temos a seguinte assertiva: "Não são os da consaguinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. Segue-se que dois seres nascidos de pais diferentes, podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue(...)".
No mundo atual verificamos que muitas modificações quanto a conceitos éticos, valores de caráter, chamamentos vulgarizados, vêm afetando a estrutura familiar, vem tornando frágeis as estruturas familiares e se a família encontra-se cambaleante a consequência é termos uma sociedade tão ou mais cambaleante...
CORAGEM DA FÉ
Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, o Filho do Homem também dele se envergonhará, quando vier na sua glória e na de seu Pai e dos santos anjos. (S. LUCAS, capítulo IX, v. 26.)
A coragem das opiniões próprias sempre foi tida em grande estima entre os homens, porque há mérito em afrontar os perigos, as perseguições, as contradições e até os simples sarcasmos, aos quais se expõe, quase sempre, aquele que não teme proclamar abertamente idéias que não são as de toda gente. Aqui, como em tudo, o merecimento é proporcionado às circunstâncias e à importância do resultado. Há sempre fraqueza em recuar alguém diante das conseqüências que lhe acarreta a sua opinião e em renegá-la; mas, há casos em que isso constitui covardia tão grande, quanto fugir no momento do combate.
Jesus profliga essa covardia, do ponto de vista especial da sua doutrina, dizendo que, se alguém se envergonhar de suas palavras, desse também ele se envergonhará; que renegará aquele que o haja renegado; que reconhecerá, perante o Pai que está nos céus, aquele que o confessar diante dos homens. Por outras palavras: aqueles que se houverem arreceado de se confessarem discípulos da verdade não são dignos de se verem admitidos no reino da verdade. Perderão as vantagens da fé que alimentem, porque se trata de uma fé egoísta que eles guardam para si, ocultando-a para que não lhes traga prejuízo neste mundo, ao passo que aqueles que, pondo a verdade acima de seus interesses materiais, a proclamam abertamente, trabalham pelo seu próprio futuro e pelo dos outros.
ESE: XXIV ITENS 13 Á 15
A LEI DE AMOR.
Amar, no sentido profundo do termo, é o homem ser leal, probo, consciencioso, para fazer aos outros o que queira que estes lhe façam; é procurar em torno de si o sentido íntimo de todas as dores que acabrunham seus irmãos, para suavizá-las; é considerar como sua a grande família humana, porque essa família todos a encontrareis, dentro de certo período, em mundos mais adiantados; e os Espíritos que a compõem são, como vós, filhos de Deus, destinados a se elevarem ao infinito. Assim, não podeis recusar aos vossos irmãos o que Deus liberalmente vos outorgou, porquanto, de vosso lado, muito vos alegraria que vossos irmãos vos dessem aquilo de que necessitais. Para todos os sofrimentos, tende, pois, sempre uma palavra de esperança e de conforto, a fim de que sejais inteiramente amor e justiça.
Crede que esta sábia exortação: "Amai bastante, para serdes amados", abrirá caminho; revolucionária, ela segue sua rota, que é determinada, invariável. Mas, já ganhastes muito, vós que me ouvis, pois que já sois infinitamente melhores do que éreis há cem anos.
Mudastes tanto, em proveito vosso, que aceitais de boa mente, sobre a liberdade e a fraternidade, uma imensidade de idéias novas, que outrora rejeitaríeis. Ora, daqui a cem anos, sem dúvida aceitareis com a mesma facilidade as que ainda vos não puderam entrar no cérebro.
Hoje, quando o movimento espírita há dado tão grande passo, vede com que rapidez as idéias de justiça e de renovação, constantes nos ditados espíritas, são aceitas pela parte mediana do mundo inteligente. E que essas idéias correspondem a tudo o que há de divino em vós. E que estais preparados por uma sementeira fecunda: a do século passado, que implantou no seio da sociedade terrena as grandes idéias de progresso. E, como tudo se encadeia sob a direção do Altíssimo, todas as lições recebidas e aceitas virão a encerrar-se na permuta universal do amor ao próximo. Por aí, os Espíritos encarnados, melhor apreciando e sentindo, se estenderão as mãos, de todos os confins do vosso planeta. Uns e outros reunir-se-ão, para se entenderem e amarem, para destruírem todas as injustiças, todas as causas de desinteligências entre os povos.
Grande conceito de renovação pelo Espiritismo, tão bem exposto em O Livro dos Espíritos; tu produzirás o portentoso milagre do século vindouro, o da harmonização de todos os interesses materiais e espirituais dos homens, pela aplicação deste preceito bem compreendido: "Amai bastante, para serdes amados." Sanson, ex-membro da Sociedade Espírita de Paris. (1863.)
ESE: CAP. XI - ITEM. 10
BENEFICIÊNCIA EXCLUSIVA
Não, porquanto precisamente o espírito de seita e de partido é que precisa ser abolido, visto que são irmãos todos os homens. O verdadeiro cristão vê somente irmãos em seus semelhantes e não procura saber, antes de socorrer o necessitado, qual a sua crença, ou a sua opinião, seja sobre o que for. Obedeceria o cristão, porventura, ao preceito de Jesus-Cristo, segundo o qual devemos amar os nossos inimigos, se repelisse o desgraçado, por professar uma crença diferente da sua? Socorra-o, portanto, sem lhe pedir contas à consciência, pois, se for um inimigo da religião, esse será o meio de conseguir que ele a ame; repelindo-o, faria que a odiasse. - S. Luís. (Paris, l860.)