JESUS DE NAZARÉ GUIA E MODELO DA HUMANIDADE.

JESUS DE NAZARÉ GUIA E MODELO DA HUMANIDADE.
O EVANGELHO É O NOSSO REMEDIO A FÉ É A NOSSA CURA.

O evangelho não improvisa heróis e nem relega aos anjos tarefas que devem estar em nossas mãos.


O momento é de prova? Ergue-te e aceita a vida.


quinta-feira, 17 de julho de 2008

Médiuns inspirados

Todo aquele que, tanto no estado normal, como no de êxtase, recebe, pelo
pensamento, comunicações estranhas às suas idéias preconcebidas, pode ser incluído na
categoria dos médiuns inspirados. Estes, como se vê, formam uma variedade da
mediunidade intuitiva, com a diferença de que a intervenção de uma força oculta é aí
muito menos sensível, por isso que, ao inspirado, ainda é mais difícil distinguir o
pensamento próprio do que lhe é sugerido. A espontaneidade é o que, sobretudo,
caracteriza o pensamento deste último gênero. A inspiração nos vem dos Espíritos que
nos influenciam para o bem, ou para o mal, porém, procede, principalmente, dos que
querem o nosso bem e cujos conselhos muito amiúde cometemos o erro de não seguir.
Ela se aplica, em todas as circunstâncias da vida, às resoluções que devamos tomar. Sob
esse aspecto, pode dizer-se que todos são médiuns, porquanto não há quem não tenha
seus Espíritos protetores e familiares, a se esforçarem por sugerir aos protegidos
salutares idéias. Se todos estivessem bem compenetrados desta verdade, ninguém
deixaria de recorrer com freqüência à inspiração do seu anjo de guarda, nos momentos
em que se não sabe o que dizer, ou fazer. Que cada um, pois, o invoque com fervor e
confiança, em caso de necessidade, e muito freqüentemente se admirará das idéias que
lhe surgem como por encanto, quer se trate de uma resolução a tomar, quer de alguma
coisa a compor. Se nenhuma idéia surge, é que é preciso esperar. A prova de que a idéia
que sobrevém é estranha à pessoa de quem se trate esta em que, se tal idéia lhe existira
na mente, essa pessoa seria senhora de, a qualquer momento, utilizá-la e não haveria
razão para que ela se não manifestasse à vontade. Quem não é cego nada mais precisa
fazer do que abrir os olhos, para ver quando quiser. Do mesmo
modo, aquele que possui idéias próprias tem-nas sempre à disposição. Se elas não lhes
vêm quando quer, é que está obrigado a buscá-las algures, que não no seu intimo.
Também se podem incluir nesta categoria as pessoas que, sem serem dotadas de
inteligência fora do comum e sem saírem do estado normal, têm relâmpagos de uma
lucidez intelectual que lhes dá momentaneamente desabitual facilidade de concepção e
de elocução e, em certos casos, o pressentimento de coisas futuras. Nesses momentos,
que com acerto se chamam de inspiração, as idéias abundam, sob um impulso
involuntário e quase febril. Parece que uma inteligência superior nos vem ajudar e que o
nosso espírito se desembaraçou de um fardo.

183. Os homens de gênio, de todas as espécies, artistas, sábios, literatos, são
sem dúvida Espíritos adiantados, capazes de compreender por si mesmos e de conceber
grandes coisas. Ora, precisamente porque os julgam capazes, é que os Espíritos, quando
querem executar certos trabalhos, lhes sugerem as idéias necessárias e assim é que eles,
as mais das vezes, são médiuns sem o saberem. Têm, no entanto, vaga intuição de uma
assistência estranha, visto que todo aquele que apela para a inspiração, mais não faz do
que uma evocação. Se não esperasse ser atendido, por que exclamaria, tão
freqüentemente: meu bom gênio, vem em meu auxílio?
As respostas seguintes confirmam esta asserção:

a) Qual a causa primária da inspiração?
"O Espírito que se comunica pelo pensamento."

b) A revelação das grandes coisas não é que constitui o objeto único da
inspiração?

"Não, a inspiração se verifica, muitas vezes, com relação às mais comuns
circunstâncias da vida. Por exemplo, queres ir a alguma parte: uma voz secreta te diz
que não o faças, porque correrás perigo; ou, então, te diz que faças uma coisa em que
não pensavas. É a inspiração. Poucas pessoas há que não tenham sido mais ou menos
inspiradas em certos momentos."


c) Um autor, um pintor, um músico, por exemplo, poderiam, nos momentos de
inspiração, ser considerados médiuns?
"Sim, porquanto, nesses momentos, a alma se lhes torna mais livre e como que
desprendida da matéria; recobra uma parte das suas faculdades de Espírito e recebe mais
facilmente as comunicações dos outros Espíritos que a inspiram."

LM, item: 182 e 183.

Médiuns audientes

Estes ouvem a voz dos Espíritos. É, como dissemos ao falar da
pneumatofonia, algumas vezes uma voz interior, que se faz ouvir no foro íntimo;
doutras vezes, é uma voz exterior, clara e distinta, qual a de uma pessoa viva. Os
médiuns audientes podem, assim, travar conversação com os Espíritos. Quando têm o
hábito
de se comunicar com determinados Espíritos, eles os reconhecem imediatamente pela
natureza da voz. Quem não seja dotado desta faculdade pode, igualmente, comunicar
com um Espírito, se tiver, a auxiliá-lo, um médium audiente, que desempenhe a função
de intérprete.
Esta faculdade é muito agradável, quando o médium só ouve Espíritos bons, ou
unicamente aqueles por quem chama. Assim, entretanto, já não é, quando um Espírito
mau se lhe agarra, fazendo-lhe ouvir a cada instante as coisas mais desagradáveis e não
raro as mais inconvenientes. Cumpre-lhe, então, procurar livrar-se desses Espíritos,
pelos meios que indicaremos no capítulo da Obsessão.

LM. CAP:XIV, 165.